NPdiário | PT não tem Plano G, afirma senadora Gleisi Hoffmann

PT não tem Plano G, afirma senadora Gleisi Hoffmann

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Senadora aguarda Requião para apoio ao governo e confirma pré-candidatura à Câmara

Desde junho de 2017,Gleisi Helena Hoffmann, 51 anos, é a primeira mulher a ocupar a presidência do Partido dos Trabalhadores e vive, hoje, num turbilhão, com a responsabilidade de ser praticamente a porta-voz do ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva.Tranquila, de calça jeans e sorridente, visitou o npdiario na manhã deste sábado, dia 12, comeu pão de queijo, tomou suco de maracujá e concedeu entrevista na qual revelou seus gostos pessoais, o prazer raro de estar com familiares, não criticou adversários políticos e informou o que a legenda pretende fazer nas próximas semanas no Paraná e no Brasil.
Estava acompanhada do vice-presidente do PT estadual, Arilson Chiorato, dos ex-prefeitos de Santana do Itararé, José Izac, e de Jacarezinho, Tina Toneti, e do coordenador regional da sigla, Valter Antônio Pereira, entre outros.
Vegetariana, reside na Capital Federal e viaja como nunca por todo o país, gosta – quando pode – de assistir filmes na TV com o marido, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (“está aposentado e cuidando de nossos filhos”).

João Augusto, 16 anos, e Gabriela Sofia, 12, moram em Brasília com os pais.A menina mostra vocação para a política e deve seguir carreira pública, conforme prevê, sem disfarçar o orgulho, a genitora advogada e ex-militante estudantil.
Relaxada, não quis comentar o caso de Deonilson Roldo, demitido da diretoria da Copel pela governadora Cida Borghetti (PP), nesta sexta,dia 11, por suposto envolvimento em maus feitos, “não estou por dentro, não fiz nenhuma avaliação”, afirmou, sorrindo.Na noite de sexta-feira, dia 11, participou de um evento no campus da UENP(Universidade Estadual do Norte do Paraná) em Jacarezinho, foi aplaudida, tirou selfies com simpatizantes e ouviu dezenas de jovens gritando no auditório: “Lula livre! Lula livre!”. Não poderia estar com o humor melhor.

Veja como foi: https://npdiario.com/sub-capa/lula-livre-e-fora-temer-viram-palavras-de-ordem-na-uenp/

O PT, segundo sua presidenta ( que prefere o substantivo no feminino “por destacar a mulher”) ainda não definiu quem apoiará nas eleições de sete de outubro no Paraná. Alguns se apresentam, como os ex-deputados federais Dr.Rosinha e Ângelo Vanhoni, mas ela disse aguardar a definição se o senador Roberto Requião(MDB) será postulante, “se for, tem nosso apoio”, antecipou.

Projeta vitória de cinco deputados estaduais e quatro federais.

                                             
Também manifestou simpatia pessoal por alguns políticos, como o ex-senador Osmar Dias, o deputado Ratinho Junior e até mesmo a governadora Cida Borghetti, “faço política visando melhorar a condição social dos pobres, essa continua sendo a linha do PT”, explicou.

                                           
A Polícia Militar, através da ROTAM(Rondas Ostensivas Tático Móvel) esteve presente na universidade, na esquina do jornal e também perto de uma Plenária feita por petistas num restaurante local ainda na manhã deste sábado no centro platinense e não houve hostilidades nem xingamentos, ao contrário do ocorrido em redes sociais e nos comentários da matéria informando sobre sua vinda à região, contendo ofensas, ameaças e palavrões.
Gleisi insiste em afirmar a inocência de Lula, “um preso político ” e que, “como homem sábio e experiente que é” saberá o que fazer na eventualidade de ser impedido de disputar a presidência novamente.

                                       

Inquirida se o Plano B para escolha de um nome seria o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ou ela mesma, num Plano G, riu e disse que “os companheiros vão escolher” ,mas  não aceitaria essa “missão”, reafirmando ser mesmo pré-candidata a deputada federal.

Ela já foi também líder do partido no Senado, Ministra-Chefe da Casa Civil no primeiro Governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. Em 2016, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, em outubro do mesmo ano, foi eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlamento do Mercosul.

De família de origem alemã, recebeu o nome de Gleisi em referência a Grace Kelly (atriz). Viveu a infância e adolescência na Vila Lindoia, bairro de Curitiba, ao lado do pai Júlio, da mãe Getúlia e dos três irmãos.

Recebeu educação básica no colégio Nossa Senhora Esperança, administrado pelas irmãs bernardinas, onde permaneceu até a oitava série. Em seguida, integrou o Colégio Medianeira, de formação jesuítica. Durante a adolescência, pensou em seguir a vida como freira no Rio Grande do Sul, mas foi impedida pelo pai.

Antes de ingressar na universidade, cursou Eletrotécnica no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), onde desenvolveu a militância estudantil ao ser eleita presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (Umesc) e, posteriormente, para a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Em 1987 iniciou a graduação em direito da Faculdade de Direito de Curitiba e, em seguida, obteve especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira na Associação Brasileira de Orçamento Público, na Escola Superior de Assuntos Fazendários do Ministério da Fazenda (ESAF/MF).

                          

Durante o período de graduação, passou a atuar como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná.Em seguida, integrou a assessoria do então vereador Jorge Samek, de Curitiba, o mesmo que a levou para a Itaipu Binacional e, mais tarde, ao PT.

Integrante do PT desde 1989, foi, em 1999, secretária de Reestruturação Administrativa, no Mato Grosso do Sul, durante a gestão de Zeca do PT e, em seguida, secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina Compôs, em 2002, a equipe de transição de governo de Lula , quando seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Em Itaipu, foi a primeira mulher a ter cargo de diretora.

                   

Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, com chapa encabeçada com o Deputado federal Celso Martinelli de Barros (PP),mas obteve o segundo lugar com 18,17% do votos,derrotada por Beto Richa.

Na eleição de 2014, foi candidata ao governo do Estado pela coligação Paraná Olhando pra Frente, formada pelo Partido dos Trabalhadores, PDT, PCdoB, PTN e pelo PRB, tendo o médico Haroldo Ferreira, do PDT, como companheiro de chapa. A dupla alcançou 881.857 votos no primeiro turno (14.87% do total de votos válidos), terminando a disputa na terceira colocação, atrás do governador Richa, que acabou reeleito, e do senador Requião.

Em 2010 disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se dessa vez como a primeira mulher a ocupar o cargo pelo Paraná.

IMAGENS E VÍDEOS: MARTINHO DE PAULA E VALDIR AMARAL / ESPECIAL PARA O NPDIARIO

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